Nossa História

      A comunidade de Croatá dos Martins, não é muito diferente da maioria das comunidades rurais em nosso Estado ou mesmo em nosso País, fica localizada no clima do semiárido nordestino, apesar da prática incorreta como desmatamento e queimadas, a agricultura foi predominante para geração de renda e segurança alimentar nesta região, no entanto a escassez de água tornou uma problemática ainda maior. A falta de emprego e oportunidades faz com que os jovens abandonem sua localidade e migre para municípios maiores a procura de melhores condições de vida, ou permaneçam na ociosidade, migrando facilmente para o consumo de drogas e até mesmo entrando no mundo do crime. 
      A ONG passou a existir a partir da reflexão do agricultor Francisco José Pereira de Souza, que em sua juventude viveu no município de São Paulo e ao voltar para o interior na comunidade de Croatá dos Martins, se deparou com um lugar de poucas perspectivas e cultura de educação ambiental inexistente, com alto índice de crianças, jovens e adolescentes nas ruas ociosos, que tornaria o futuro da comunidade cada vez sem boas expectativas. Logo, por ser amante da natureza, começou a produzir mudas de árvores em sua própria residência, e passou a plantar nas ruas da comunidade, no início teve bastante rejeição, mas o mesmo não desânimou, e continuou com suas ações de reflorestamento, na expectativa que as crianças, adolescentes e adultos, despertassem interesse em abraçar a mesma causa, com perspectiva de transformação da cultura ambiental local.      
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Em pouco tempo, conseguiu conscientizar o jovem Marcos Vinicius, que começou a ajudar nas produções de mudas, e então continuaram os trabalhos de conscientização e valorização do meio ambiente. O fato de ter um adolescente à frente da iniciativa, chamou a atenção dos jovens, no qual obteve êxito em incentivar mais jovens em suas atividades ambientais. À luz disso, o agricultor Francisco José, tendo como apelido “Neno” fez uma piscina de aproximadamente 12m², onde os adolescentes que estavam envolvidos nas ações ambientais passaram a ter como contrapartida momentos de laser e recreação.
      Dessa forma, os referidos passaram a arborizar a comunidade, não havendo aceitação de muitos, tornou-se complicado, pois a parte contrária achava que era perda de tempo, daí arrancavam as mudas plantadas. Mesmo diante de tantos obstáculos, Neno e os jovens, não desistiram, dando apoio um ao outro, mesmo com a pequena assistência, deram continuidade na sua causa. Foram visitar a escola que tinha naquela localidade, pedindo autorização da diretora para plantarem algumas mudas na unidade escolar com ajuda dos alunos, a fim de incentivá-los a participar da iniciativa.
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      Logo após, a fase de plantio de mudas e arborização, percebeu-se a necessidade de dar continuidade aos trabalhos, pois os jovens que participaram das ações de reflorestamento e arborização continuaram a frequentar o espaço na residência do Neno. Onde os mesmos tiveram ideias de aprender dançar hip – hop, e passaram a treinar todos os dias em cima de um papelão em baixo do pé de tamarindo, foi então que os mesmos pediram para que o Neno passasse um cimento em um espaço no chão para eles treinarem, foi nesse período que às irmã do Neno, Neide, Luiza e Cidinha, reuniram um grupo da comunidade e formalizaram a fundação dessa associação, seu nome inicial foi Associação de Cultura Ambiental de Varjota - ACAV, a partir daí, teve início do grupo de dança de rua, formando o grupo de Hip- Hop “Street Crew” com crianças e adolescentes, com facha etária de 10 a 17 anos.
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Os mesmos, ensaiavam em baixo de um pé de tamarindo, em que juntos construíram um projeto que ficou conhecido como “Projeto Tamarindo”. O projeto tinha o objetivo de desenvolver melhores condições de vida, através de incentivo à cultura, esporte, lazer, geração de renda e educação ambiental. Erradicando o elevado índice de crianças, jovens e adolescentes com tempo vago, e inibindo a entrada dos mesmos no mundo das drogas.
      Com o passar do tempo, foi formado uma equipe de voluntários e o projeto foi crescendo, logo passou-se a ser criado turma de teatro, capoeira, dança, futebol, atividade para a terceira idade, incentivo à produção de artesanato, cursos, palestras e atividades de educação ambiental.
      No ano de 2016, Neide Souza retornou à São Paulo, no que deu origem ao projeto Semear Ação, na cidade de Osasco, onde montou uma equipe de voluntários, e focaram no trabalho com famílias. Com a finalidade de fortalecer os vínculos rompidos de diversos grupos familiares, pautando - se no reconhecimento de direitos sociais.
      Foi então que surgiu uma voluntária chamada Damiana Nascimento, passou a conhecer o projeto e abraçou a causa juntamente com a Neide. Deste modo, começaram a organização do projeto Semear Ação, em que juntas assumiram as mesmas responsabilidades, buscando sempre interagir com famílias e as prevenindo da exclusão social, rompendo as barreiras do preconceito, por acreditar que todos são capazes. O trabalho no projeto Semear Ação, foi realizado através de oficinas de artesanato, curso de corte e costura, atividades com psicólogos e atendimento com terapeuta ocupacional, e cursos de Pizzaolo e culinária.
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      Em 2019 os diretores da associação resolveram buscar conhecimento e se capacitarem para desenvolverem ações sociais de forma profissional, a partir desta busca se organizaram, e no ano seguinte alteraram o estatuto, adequando ao novo marco regulatório, dessa maneira, foi alterado também o nome da associação que passou a ser denominada de Semear Ação.
      Atualmente, é desenvolvido variados projetos sociais e ambientais, como também um programa de atuação em rede. Várias transformações vêm acontecendo, e a transformação social que vem aparecendo é nítido. Trabalhamos arduamente, visando contribuir na construção de uma nova sociedade, em busca de um mundo melhor, sem desigualdade social, com uma visão socioambiental mais apurada para a futura geração.
      Diante disso, fica a reflexão, será que se trata de uma Utopia Pedagógica? Digo que não, usando como base as palavras do filósofo alemão Schmid - Kowarzik que diz: “O caráter da Utopia Pedagógica não é esboçar um mundo abstrato, mas permitir que se inicie já, mediante um auxílio mútuo, um mundo transformado em seu conteúdo.” (SCHMED-KOWARZIK, 1988, p.125 Apud KAERCHER, 1999, p.43).
      Dessa maneira, acreditamos e estamos nos fortalecendo a cada dia, ampliando as ações e impactando vidas de crianças e adolescentes, jovens e idosos, levando assim uma expectativa melhor de vida para as famílias vulneráveis, trazendo melhorias e salvando vidas. Como cita o poeta TT Catalão "Um sonho começa com um, brota, cresce até virar comum”.

      SEJA UM APOIADOR, e contribua pelo um MUNDO MELHOR! Onde ciclos são rompidos, vidas impactadas, transformadas e os riscos sociais diminuídos.

Sobre nós

Somos uma Associação localizada em Croata dos Martins, distrito de Varjota. Temos como objetivo promover projetos e ações que venham a melhorar a qualidade de vida, trabalhando sempre focado na preservação da natureza e no reflorestamento.

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